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Bitcoin hoje: BTC tenta retomar os US$ 84 mil após inflação dar alívio temporário nos EUA

O Bitcoin é negociado próximo da faixa de US$ 84 mil nesta quinta-feira (1º), mas sem conseguir superar esse patamar,…

O Bitcoin é negociado próximo da faixa de US$ 84 mil nesta quinta-feira (1º), mas sem conseguir superar esse patamar, devolvendo boa parte da alta registrada após a divulgação de uma inflação mais fraca que o esperado nos Estados Unidos. A criptomoeda chegou a superar US$ 85.500 mil na quarta, mas não conseguiu sustentar o movimento diante da permanência dos juros dos Treasuries em níveis elevados.

Nesta manhã, o Bitcoin tem leve alta de 0,1%, cotado a US$ 83.892 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 437.419, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, avança 0,5%, a US$ 2.706. Já o XRP recua 1,2%, enquanto a Solana tem queda de 1,5% e a BNB avança 0,1%.

O impulso da véspera veio do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), uma das principais referências de inflação acompanhadas pelo Federal Reserve. O indicador cheio avançou 3,4% em 12 meses em agosto, abaixo dos 3,7% esperados, enquanto o núcleo, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, subiu 3%, também abaixo das projeções.

Os números reduziram as apostas em uma nova alta de juros pelo Fed já em outubro e inicialmente favoreceram ativos de risco. O rendimento do Treasury de dois anos chegou a cair para perto de 4,86% após a divulgação do dado.

Leia também: 7 criptomoedas que podem disparar em outubro, segundo analistas

O alívio, no entanto, foi curto. O rendimento do Treasury de 10 anos voltou para a região de 5,3%, enquanto o de 30 anos ficou perto de 5,6%, após atingir o maior nível desde 2002. Juros longos elevados aumentam a atratividade dos títulos públicos americanos e tendem a reduzir o apetite por ativos de maior risco, incluindo o Bitcoin.

ETFs interrompem sequência de entradas

Outro fator que pesou sobre o Bitcoin foi a interrupção da sequência positiva dos ETFs à vista nos Estados Unidos. Os fundos registraram saídas líquidas de US$ 148,7 milhões na quarta-feira, encerrando uma série de nove pregões consecutivos de entradas que havia atraído US$ 3,08 bilhões — a maior sequência do ano em valor.

O ritmo das compras já vinha perdendo força antes disso. Segundo analistas da Bitfinex, as entradas diárias atingiram quase US$ 1 bilhão em 21 de setembro, mas diminuíram gradualmente nos pregões seguintes. A avaliação é que uma retomada mais forte desses fluxos seria necessária para o BTC absorver a oferta concentrada entre US$ 84 mil e US$ 86,5 mil.

Essa faixa reúne cerca de 1,39 milhão de bitcoins adquiridos por investidores próximos do preço atual, de acordo com a análise. Na prática, isso cria uma região em que muitos detentores podem aproveitar uma recuperação para vender perto do ponto de equilíbrio, aumentando a resistência à alta.

O mercado de títulos segue sendo o principal elemento macroeconômico a acompanhar. A pressão sobre os Treasuries não está restrita aos Estados Unidos: os mercados globais de renda fixa começaram outubro sob nova onda de vendas, em meio a preocupações com inflação, déficits públicos e preços de energia. O Treasury de 10 anos chegou a tocar 5,34% nesta quinta-feira antes de recuar levemente.

Mesmo com o Bitcoin lateralizado, algumas criptomoedas tiveram desempenho melhor. O token STX, da rede Stacks, avançava mais de 20% em 24 horas, enquanto ENA e NEAR também apareciam entre os destaques positivos.

Para o Bitcoin, porém, a região entre US$ 82 mil e US$ 85 mil continua sendo o principal campo de disputa. A inflação mais branda trouxe algum alívio para as expectativas de juros, mas, enquanto os rendimentos dos títulos americanos permanecerem próximos das máximas de mais de duas décadas e os fluxos para ETFs não voltarem a ganhar força, o BTC encontra dificuldade para transformar tentativas acima de US$ 85 mil em um movimento mais consistente.

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Fonte: Portal do Bitcoin

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Otávio Braga

Otávio Braga

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