ECONOMIA

Carga tributária explica boa parte da diferença de 115% nos preços do iPhone Duo no Brasil e nos EUA

Assim como ocorre com outros eletrônicos fabricados no exterior, a diferença de preços nos Estados Unidos e no Brasil do…

Assim como ocorre com outros eletrônicos fabricados no exterior, a diferença de preços nos Estados Unidos e no Brasil do iPhone Duo, o novo modelo dobrável do celular lançado pela Apple nesta quarta-feira (9), é explicada em grande parte pela carga tributária incidente sobre produtos importados no mercado nacional. O modelo mais simples do iPhone Duo, com armazenamento de 256 gigabytes, estará disponível nos EUA em 23 de outubro, a um preço de US$ 1.999 (R$ 10.226, pela cotação oficial de fechamento de R$ 5,11 da moeda americana hoje). Na mesma data, começam as vendas do aparelho no Brasil, mas a um preço bem mais salgado: R$ 21.999. Ou seja, o custo do iPhone no Brasil está cerca de 115% mais alto do que a conversão simples pelo câmbio direto. O tributarista Enrico Mannino, do escritório SFME Advogados, esclarece que no caso da importação do smartphone por uma pessoa jurídica incidem sobre o aparelho, quando do desembaraço aduaneiro, o Imposto de Importação (20% de alíquota), o Imposto sobre Produtos Industrializados (15%) e o PIS/Cofins Importação (11,75%). Além disso, incide sobre o produto um tributo estadual (ICMS) que é, em média, de 20% (o percentual varia entre diferentes Estados). A carga tributária, portanto, fica em torno de 70%. No caso de uma importação feita diretamente pelo consumidor final, por meio de uma compra num site estrangeiro, por exemplo, a alíquota do Imposto de Importação é de 60% para produtos com preço entre US$ 50 e US$ 3 mil. E o ICMS, nesse caso, é de 17%. iPhone Duo apresenta tela dobrável, a maior para um iPhone Divulgação/Apple

Pontos-chave

  • Assim como ocorre com outros eletrônicos fabricados no exterior, a diferença de preços nos Estados Unidos e no Brasil do iPhone Duo, o novo modelo dobrável do celular lançado pela Apple nesta quarta-feira (9), é explicada em grande parte pela…
  • O modelo mais simples do iPhone Duo, com armazenamento de 256 gigabytes, estará disponível nos EUA em 23 de outubro, a um preço de US$ 1.999 (R$ 10.226, pela cotação oficial de fechamento de R$ 5,11 da moeda americana hoje).
  • Na mesma data, começam as vendas do aparelho no Brasil, mas a um preço bem mais salgado: R$ 21.999.
  • Ou seja, o custo do iPhone no Brasil está cerca de 115% mais alto do que a conversão simples pelo câmbio direto.

Síntese

Em síntese, “Carga tributária explica boa parte da diferença de 115% nos preços do…” reúne os seguintes desdobramentos: O tributarista Enrico Mannino, do escritório SFME Advogados, esclarece que no caso da importação do smartphone por uma pessoa jurídica incidem sobre o aparelho, quando do desembaraço aduaneiro, o Imposto de Importação (20% de alíquota), o Imposto sobre Produtos Industrializados (15%) e o PIS/Cofins Importação (11,75%). Além disso, incide sobre o produto um tributo estadual (ICMS) que é, em média, de 20% (o percentual varia entre diferentes Estados). A carga tributária, portanto, fica em torno de 70%. No caso de uma importação feita diretamente pelo consumidor final, por meio de uma compra num site estrangeiro, por exemplo, a alíquota do Imposto de Importação é de 60% para produtos com preço entre US$ 50 e US$ 3 mil. E o ICMS, nesse caso, é de 17%.

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

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Isabela Torres

Isabela Torres

Isabela Torres integra a equipe editorial do Estrato Saúde, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Medicina. O escopo permanente de cobertura inclui pesquisas clínicas e tratamentos, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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