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Pentágono omitiu número de militares dos EUA mortos durante guerra com Irã, diz jornal

O número de militares americanos mortos no Oriente Médio desde o início da guerra com o Irã é maior do…

O número de militares americanos mortos no Oriente Médio desde o início da guerra com o Irã é maior do que o divulgado publicamente pelo Pentágono, informou o jornal Washington Post em reportagem publicada nesta sexta-feira. Leia também: Ofensiva dos rebeldes houthis, reforçados pelo Irã, chocou regime da Arábia Saudita China pressiona Irã a conter houthis após apelo da Arábia Saudita Dados internos do Departamento de Defesa indicam pelo menos 22 mortes desde o início do conflito, enquanto o banco de dados público, conhecido como Defense Casualty Analysis System (DCAS), registra apenas 18, informaram cinco autoridades dos EUA familiarizadas com o assunto ao jornal. Uma sexta fonte, por sua vez, afirmou que o número de militares mortos desde 28 de fevereiro chegou a 23. Essa autoridade acrescentou que os óbitos não necessariamente envolvem militares que estavam diretamente envolvidos no conflito contra o Irã, mas sim americanos que estavam presentes no Oriente Médio durante a troca de ataques entre Washington e Teerã que já dura quase sete meses. As circunstâncias das mortes adicionais, incluindo as identidades dos militares e quando, onde e como eles morreram, não estão claras. Autoridades ouvidas pelo Washington Post manifestaram frustração pelo fato de essas mortes não aparecerem no sistema público do Departamento de Defesa. O Pentágono não respondeu às perguntas do jornal sobre a discrepância. Das 18 mortes registradas oficialmente até o momento, 14 são classificadas como ocorridas durante a chamada “Operação Fúria Épica”, nome dado pelo governo Trump à guerra com o Irã. Outras quatro aparecem em uma categoria separada, chamada “Operações no Exterior”, e remontam ao período de um cessar-fogo entre Washington e Teerã em julho que posteriormente entrou em colapso, levando à retomada dos ataques. O Pentágono também comunicou, de maneira separada, a morte de dois militares no Oriente Médio desde fevereiro durante missões que, de acordo com a pasta, não estavam relacionadas à guerra com o Irã. Os dois estavam em bases que foram alvo de ataques iranianos, mas seus nomes também não aparecem no DCAS. Para além dos óbitos, estima-se que mais de 820 militares americanos foram feridos em combate desde o início do conflito, conforme os dados públicos do Pentágono. A guerra também tem pressionado os estoques americanos de armamentos de precisão e provocado danos a bases americanas situadas em países aliados de Washington no Golfo Pérsico. Documento analisado pelo Washington Post mostrou que o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) já calculou que o conflito havia custado cerca de US$ 43,6 bilhões até o início de setembro, dos quais US$ 28 bilhões correspondem a munições utilizadas. O montante não inclui os danos causados às instalações militares. A forma como o Pentágono divulga as mortes já foi alvo de contestações do Partido Democrata. Nesta sexta-feira, o deputado democrata Jason Crow, do Colorado, e outros 11 democratas da Câmara, todos veteranos das Forças Armadas, anunciaram um projeto de lei que, segundo eles, busca impedir a manipulação de dados oficiais sobre baixas militares pelo Pentágono.

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Pentágono omitiu número de militares dos EUA mortos durante guerra…”?
O número de militares americanos mortos no Oriente Médio desde o início da guerra com o Irã é maior do que o divulgado publicamente pelo Pentágono, informou o jornal Washington Post em reportagem publicada nesta sexta-feira.…
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Isabela Torres

Isabela Torres

Isabela Torres integra a equipe editorial do Estrato Saúde, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Medicina. O escopo permanente de cobertura inclui pesquisas clínicas e tratamentos, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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