INTERNACIONAL
Renan Santos acusa bolsonarismo de hipocrisia na crise do STF
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) acusou nesta sexta-feira (4) o bolsonarismo de agir com hipocrisia diante…

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) acusou nesta sexta-feira (4) o bolsonarismo de agir com hipocrisia diante da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que enquanto ele convoca apoiadores para pedir “Fora Moraes”, nos bastidores, aliados de Flávio buscam integrantes da Corte para reduzir a tensão. Durante comício em Olinda, em Pernambuco, Renan afirmou que o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), teria procurado o ministro Gilmar Mendes para “apaziguar” a situação. “Eles mandam as pessoas pra rua enquanto vão lá e encontrar o Gilmar Mendes pra apaziguar. É impressionante, desde 2019 é a mesma história. Os trouxas vão pra rua, eles vão pra Brasília negociar. É a mesma história o tempo todo. São sempre as pessoas sendo feitas de trouxas por esses mesmos canalhas”, disse Renan. O candidato se referia à mobilização bolsonarista prevista para o 7 de Setembro, que tem como mote “Fora Moraes”. Segundo Renan, há uma contradição entre o discurso público de enfrentamento ao STF e a postura adotada nos bastidores. Ele acusou o bolsonarismo de usar seus apoiadores como “bucha de canhão”. A crítica ocorre em meio à crise no Supremo Tribunal Federal. Renan já vinha acusando Flávio de manter uma relação de conveniência com integrantes do STF. Em abril, afirmou que o adversário tinha “rabo preso” e “dívida de gratidão” com Toffoli e Gilmar Mendes e declarou que integrantes da direita que dizem enfrentar o Supremo acabam “capitulando” diante da Corte. No discurso em Pernambuco, Renan também afirmou que a atual crise envolve diferentes grupos políticos. “O petismo está envolvido, o bolsonarismo está envolvido, o Centrão está envolvido”, disse. Para o candidato, esses grupos se acusam publicamente, mas tendem a buscar acordos quando são atingidos pelas mesmas crises. Renan também atribuiu papel estratégico a Pernambuco em sua campanha presidencial. O candidato afirmou que o Estado foi o local onde sua candidatura “nasceu e renasceu” e disse esperar que o Estado exerça no Nordeste função semelhante à que São Paulo teria para sua campanha no Sudeste. “O papel de Pernambuco na nossa eleição não é nenhum fogo pequeno. Ele é gigantesco. Ele é colossal”, afirmou. O presidenciável citou a mobilização de apoiadores, a coleta de assinaturas para a criação do Missão e o desempenho que diz registrar no Estado como sinais da importância de Pernambuco para sua candidatura. Também afirmou esperar que a legenda consiga eleger deputados federais e estaduais no Estado. Renan Santos Reuters/Jean Carniel
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