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Soroterapia não tem benefícios comprovados para pessoas saudáveis e pode trazer riscos, alerta a Anvisa
O Ministério da Saúde alerta que a soroterapia deve ser restrita a deficiências diagnosticadas, pois o excesso de vitaminas causa danos ao fígado e aos rins.

Soroterapia não tem benefícios comprovados para pessoas saudáveis e pode trazer riscos, alerta Anvisa Adobe Stock Promessas de mais energia, fortalecimento da imunidade, rejuvenescimento e até um suposto efeito “detox” têm impulsionado a popularização da soroterapia nas redes sociais. Mas a Anvisa alerta que esses benefícios não são comprovados por evidências científicas. Segundo a agência, a administração intravenosa de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias deve ser indicada apenas em situações clínicas específicas, para tratar deficiências diagnosticadas e sempre sob orientação do profissional de saúde competente. O que é a soroterapia A soroterapia consiste na administração de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias diretamente na corrente sanguínea, por via intravenosa. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Embora o procedimento faça parte da prática médica em situações específicas, ele passou a ser divulgado para pessoas saudáveis como uma forma de aumentar a disposição, fortalecer a imunidade, rejuvenescer e promover um suposto efeito “detox”. A Anvisa afirma, porém, que não há evidências científicas que comprovem esses benefícios. Soroterapia vira hit nas redes com promessas milagrosas, mas médicos alertam para falta de evidências e riscos graves à saúde Agora no g1 Quando o procedimento pode ser indicado Segundo a agência, a administração intravenosa de nutrientes e medicamentos é um recurso terapêutico utilizado em situações específicas. O procedimento pode ser necessário, por exemplo, para pessoas: desidratadas; internadas; que não conseguem receber nutrientes pela alimentação; com deficiências nutricionais clinicamente diagnosticadas. Fora desses casos, a agência informa que não há comprovação científica de que a soroterapia seja segura e eficaz para melhorar a saúde, prevenir doenças ou aumentar o bem-estar de pessoas saudáveis. Promessas divulgadas na internet não têm comprovação A Anvisa destaca que a oferta da soroterapia para pessoas sem indicação clínica costuma ser acompanhada de promessas de benefícios que não são sustentadas por evidências científicas. Entre as alegações mais frequentes estão: aumento da energia; fortalecimento da imunidade; rejuvenescimento; efeito “detox”. Além da falta de comprovação dos benefícios divulgados, a alerta que a aplicação de substâncias diretamente na veia pode provocar complicações. Aplicação intravenosa também oferece riscos Além da falta de comprovação dos benefícios divulgados, a Anvisa alerta que a aplicação de substâncias diretamente na veia pode provocar complicações. Entre os riscos estão: infecções; reações alérgicas; outros problemas relacionados ao procedimento intravenoso. Por isso, a agência orienta que esse tipo de tratamento seja realizado apenas quando houver necessidade clínica e indicação do profissional habilitado. Excesso de vitaminas pode causar problemas de saúde Outro alerta feito pela instituição diz respeito ao uso indiscriminado de vitaminas. Segundo a agência, o excesso dessas substâncias pode provocar hipervitaminose, condição capaz de causar diversos problemas de saúde. Entre os efeitos citados estão: náuseas; vômitos; dor de cabeça; alterações no fígado; alterações nos rins; outros danos ao organismo. A Anvisa ressalta que vitaminas também podem fazer mal quando utilizadas sem necessidade ou em doses muito superiores às exigidas pelo organismo. O que o consumidor deve verificar A agência orienta que, antes de realizar qualquer procedimento desse tipo, o consumidor adote alguns cuidados. Entre eles: verificar se os produtos utilizados estão regularizados pela Anvisa; confirmar se o profissional possui habilitação para realizar o procedimento; consultar o respectivo conselho profissional para saber se o procedimento é reconhecido pela categoria. A Anvisa é responsável por avaliar medicamentos, suplementos alimentares, produtos para saúde e equipamentos, verificando requisitos de segurança, eficácia, qualidade e regularização sanitária antes que esses produtos sejam disponibilizados à população. Já os conselhos profissionais estabelecem regras e orientam sobre os procedimentos realizados por cada categoria. Anvisa esclarece que “cosmético injetável” não existe Outro ponto destacado pela agência é que produtos aplicados por injeção não podem ser classificados como cosméticos. Cosméticos são produtos destinados exclusivamente ao uso externo, aplicados na pele, cabelos, unhas, lábios, dentes ou na parte externa da boca. Quando um produto é administrado por injeção, ele deve ser enquadrado como medicamento ou dispositivo médico, categorias que precisam estar aprovadas pela Anvisa para utilização. Peptídeo GHK-Cu injetável é vendido online sem aprovação; especialistas alertam para riscos Orientação é desconfiar de promessas sem respaldo científico Diante da crescente divulgação da soroterapia para pessoas saudáveis, a Anvisa recomenda cautela diante de promessas de melhora da saúde, da imunidade, do bem-estar ou de rejuvenescimento que não tenham respaldo científico. Segundo a agência, a administração intravenosa de vitaminas e outras substâncias deve permanecer restrita às situações em que exista necessidade clínica comprovada, com indicação e acompanhamento do profissional de saúde competente.
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
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