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Como o contencioso gera inteligência para o negócio

Em 2026, a Pellon recebeu quatro reconhecimentos do Banco do Brasil, no Encontro de Líderes Jurídicos, e o primeiro lugar…

Em 2026, a Pellon recebeu quatro reconhecimentos do Banco do Brasil, no Encontro de Líderes Jurídicos, e o primeiro lugar na área de Saúde no 18º Fórum de Integração Jurídica do Grupo Bradesco Seguros. Os certificados destacam resultados na gestão de grandes volumes de processos, na redução do acervo e no desempenho em acordos. O valor desses prêmios está no que eles medem. Em vez da vitória em um caso, observam o conjunto: quanto o acervo diminuiu, como evoluíram os acordos e qual foi a eficiência alcançada pela operação. O que esses resultados revelam sobre a forma como grandes empresas passaram a gerir seu contencioso? A escala do problema O Poder Judiciário começou 2026 com cerca de 75 milhões de processos pendentes, o menor estoque em seis anos, segundo o relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça. Em 2025, ingressaram quase 39,7 milhões de novas ações, enquanto o sistema julgou cerca de 44 milhões. Parte desse volume envolve grandes organizações com operações complexas. Para seus departamentos jurídicos, importa não apenas quantos processos existem, mas o que o conjunto revela sobre a operação, os riscos e as oportunidades de melhoria. Identificar conflitos recorrentes, riscos crescentes e oportunidades de acordo permite reduzir custos e passivos sem abandonar a defesa técnica — respostas que um relatório de andamentos não oferece. Do caso isolado ao retrato do conjunto Tratar cada processo isoladamente pode resolver o caso, mas nem sempre identifica a causa da litigiosidade recorrente. Uma ação de consumidor bem defendida é uma vitória pontual. Cem ações com a mesma origem podem indicar uma prática, um produto ou um ponto de atendimento associado à repetição do conflito. A leitura do conjunto revela a origem e onde o risco se concentra. Para Inaldo Bezerra, sócio da Pellon Advocacia com atuação em contencioso estratégico, essa distinção define o resultado. “Em carteiras massificadas, a eficiência não decorre apenas de fazer mais com menos, mas de tomar decisões melhores com base em dados confiáveis”, afirma. Fazer mais com menos é produtividade; decidir melhor exige enxergar padrões e conhecer a operação e o cliente. Tecnologia nos departamentos jurídicos O anuário Análise Advocacia 2026 aponta que 47% dos escritórios brasileiros já adotaram soluções de inteligência artificial, sobretudo nas grandes organizações e no contencioso de massa. Jurimetria, automação e análise de dados passaram a integrar a operação. As ferramentas organizam o volume, identificam recorrências e destacam situações que exigem atenção. Interpretar o significado dos padrões para o negócio, porém, continua dependendo de conhecimento jurídico e compreensão da operação do cliente. O ganho ocorre quando a tecnologia resolve o previsível, identifica exceções e concentra o esforço especializado onde pode alterar o resultado, sem sacrificar a técnica. Acordo, provisão e previsibilidade Quando o conjunto é lido por indicadores de negócio, as decisões mudam. Na estratégia de acordos, a análise considera critérios, faixas de valor, histórico de casos semelhantes e efeitos sobre a operação. Uma política bem calibrada observa o custo do processo e seus reflexos sobre negociações futuras. O efeito alcança a gestão de provisões. Séries históricas, padrões de condenação e valores de acordos oferecem elementos para avaliar a exposição da companhia, ao lado dos critérios jurídicos e contábeis. Reduzir passivos não significa abrir mão da defesa, mas decidir onde ela é necessária e onde uma solução consensual pode ser mais eficiente. Padrões de litigiosidade também indicam riscos antes que ganhem escala e permitem avaliar suas causas. É a diferença entre um jurídico que apenas responde ao problema e outro que produz informação capaz de preveni-lo. O valor está na interpretação Dados e sistemas são insumos, não respostas. O valor está em interpretar as informações juridicamente e conectá-las à realidade do cliente. Em setores de alta litigiosidade e escala, como o financeiro, a análise conjunta revela padrões sobre produtos, atendimento e conflitos recorrentes dificilmente percebidos em casos isolados. Na Pellon, essa leitura identifica recorrências, causas de litigiosidade, oportunidades de acordo e medidas para reduzir estoques e tornar a gestão mais eficiente. Isso exige conhecer o negócio para além do processo, pois os efeitos de uma decisão variam conforme a operação. A proximidade entre escritório e departamento jurídico completa o circuito. A leitura jurídica dos padrões se une ao conhecimento do cliente sobre a operação, permitindo construir estratégias que ultrapassam a condução individual dos processos. O que vem pela frente Com a inteligência artificial, a jurimetria e a análise de dados, a informação produzida pelos processos deixa de registrar apenas o passado e passa a subsidiar decisões futuras. Para Leonardo Cuervo, sócio da Pellon com atuação na gestão de grandes volumes e no contencioso estratégico de instituições financeiras, essa mudança reposiciona o jurídico. “Em operações de grande escala, o contencioso não pode ser visto apenas como um conjunto de processos a serem encerrados. Cada demanda também produz informação. Quando esses dados são estruturados e analisados em conjunto, é possível identificar padrões de litigiosidade, antecipar riscos, orientar estratégias de defesa e de acordo e, em determinados casos, levar ao cliente informações capazes de contribuir para ajustes na própria operação. O contencioso deixa de ser apenas o fim da linha e passa a funcionar também como fonte de inteligência para o negócio”, afirma. Essa perspectiva orienta a atuação da Pellon com instituições financeiras, combinando escala, eficiência, consistência técnica e leitura de dados. No Encontro de Líderes Jurídicos do Banco do Brasil, o escritório alcançou o 2º lugar em Acordos Trabalhistas e no Desafio Livelo, além do 3º lugar em Acordos Cíveis e em Redução da Carteira de Processos. Os indicadores traduzem uma mudança que vai além de resultados isolados: não basta saber quantos processos existem ou como encerrá-los. O desafio é compreender o que revelam sobre a operação e como essa informação pode orientar as próximas decisões.

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Como o contencioso gera inteligência para o negócio”?
Em 2026, a Pellon recebeu quatro reconhecimentos do Banco do Brasil, no Encontro de Líderes Jurídicos, e o primeiro lugar na área de Saúde no 18º Fórum de Integração Jurídica do Grupo Bradesco Seguros. Os certificados…
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Paulo Reis

Paulo Reis

Paulo Reis integra a equipe editorial do Estrato Saúde, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Saúde pública. O escopo permanente de cobertura inclui SUS, epidemiologia e políticas, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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