ECONOMIA

Hapvida (HAPV3): Com tombo das ações, BB Investimentos revisa preço-alvo e vê pernada de 60%; hora de comprar?

Não é exagero dizer que a Hapvida (HAPV3) vive o seu pior momento na bolsa. Desde 2018, quando abriu capital,…

Não é exagero dizer que a Hapvida (HAPV3) vive o seu pior momento na bolsa. Desde 2018, quando abriu capital, a queda é brutal: 92%. Neste ano, a ação tomba mais 50%. A R$ 6,73, trata-se da pior cotação da história da companhia. A questão agora é: o papel está no seu piso? O BB Investimentos fez os cálculos e chegou a um preço-alvo atraente: R$ 12, o que representa um potencial de valorização de 63%.

Mas isso não significa que seja hora de comprar a ação. O BB Investimentos manteve a recomendação neutra, apesar do potencial de valorização em relação à cotação atual. Para os analistas, a Hapvida ainda precisa mostrar que é capaz de colocar em prática o plano de recuperação e, principalmente, entregar melhora na geração de caixa e na estrutura de capital.

‘Geração de caixa e desalavancagem permanecem como os principais fatores para uma reavaliação da percepção de risco da companhia e recuperação da confiança dos investidores’, afirmam os analistas.

Na avaliação do BB Investimentos, as iniciativas implementadas ao longo do período ainda não foram suficientes para aliviar a pressão sobre os resultados financeiros. Embora a receita líquida tenha crescido 4,6%, alcançando R$ 15,9 bilhões, a sinistralidade caixa acumulada no primeiro semestre atingiu 73,7%, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.

A pressão sobre os custos assistenciais, em conjunto com o aumento das despesas operacionais, resultou na redução do Ebitda ajustado, que mede o resultado operacional, para R$ 1,3 bilhão, tombo de 31,5% no ano. Já o lucro líquido ajustado caiu para R$ 257 milhões, uma queda de 64,2% no semestre.

Além disso, a piora apareceu na estrutura de capital da companhia. A dívida líquida aumentou de R$ 5,2 bilhões ao final de 2025 para R$ 5,4 bilhões em junho de 2026, enquanto a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, conforme os critérios dos covenants contratuais, avançou de 1,32x para 1,61x.

Hapvida alivia dívidas

A Hapvida, porém, já começou a atacar o problema pelo lado do endividamento. Em agosto, a companhia anunciou a redução de R$ 322,6 milhões da dívida bruta por meio da recompra de debêntures próprias e da liquidação antecipada de um contrato de swap. As operações foram realizadas com deságio médio de 23%, o que gerou ainda um impacto financeiro positivo para a empresa.

Na recompra de debêntures, a Hapvida desembolsou R$ 149,9 milhões para adquirir 185.355 títulos, com valor nominal atualizado de R$ 193,9 milhões. Já o swap, avaliado em R$ 128,7 milhões na data da operação, foi liquidado por R$ 99,1 milhões, gerando um ganho financeiro de R$ 29,6 milhões. Segundo a companhia, as medidas buscam reduzir a alavancagem e as despesas financeiras, ao mesmo tempo em que preservam a liquidez operacional.

Perguntas frequentes

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Isabela Torres

Isabela Torres

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