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Strategy não compra nem vende Bitcoin pela 2ª semana e recompra US$ 139 milhões em ações

A Strategy, empresa de Michael Saylor que se tornou a maior tesouraria corporativa de Bitcoin do mundo, recomprou 1,42 milhão…

A Strategy, empresa de Michael Saylor que se tornou a maior tesouraria corporativa de Bitcoin do mundo, recomprou 1,42 milhão de ações preferenciais STRC por cerca de US$ 139,3 milhões entre os dias 8 e 13 de setembro, segundo documento enviado à SEC nesta segunda-feira (14). A companhia usou sua reserva de caixa em dólar, chamada USD Cash, para financiar a operação.

Apesar da recompra, a Strategy não comprou nem vendeu Bitcoin na semana passada. Com isso, a posição da empresa permaneceu em 845.050 BTC, avaliados em cerca de US$ 65,7 bilhões, pela segunda semana consecutiva. O estoque equivale a mais de 4% do limite total de 21 milhões de bitcoins.

O custo total de aquisição dos bitcoins da Strategy é de US$ 63,7 bilhões, a um preço médio de US$ 75.412 por BTC. Pelas cotações atuais, isso deixa a empresa com cerca de US$ 2 bilhões em ganhos não realizados.

O movimento reforça uma mudança recente na estratégia de capital da companhia. Depois de anos marcados por compras recorrentes de Bitcoin, a Strategy tem priorizado a gestão de sua estrutura financeira, recompras de papéis preferenciais e formação de reservas em dólar.

Empresa reforça recompra de ações

A recompra de STRC ocorre dentro do novo Digital Credit Capital Framework, estrutura criada pela Strategy para organizar o uso de caixa, reservas e instrumentos de crédito digital. Nesse modelo, a empresa separa duas reservas: a USD Reserve, voltada a dividendos de ações preferenciais e pagamentos de juros, e o USD Cash, usado para fins mais amplos da tesouraria, como compras de Bitcoin, recompras de títulos e gestão de capital.

Em 14 de setembro, a Strategy tinha US$ 5,1 bilhões em USD Reserve e US$ 1,3 bilhão em USD Cash. A companhia também ampliou recentemente de US$ 1 bilhão para US$ 2 bilhões a autorização para recompra de seus chamados digital credit securities, com prioridade inicial para o STRC.

Na semana anterior, a empresa já havia recomprado US$ 176,3 milhões em STRC e também ficou sem comprar ou vender Bitcoin, mantendo a posição em 845.050 BTC.

A Strategy também aprovou um programa separado de recompra de US$ 1 bilhão em ações ordinárias e expandiu seu programa de monetização de Bitcoin, que permite vender até US$ 5 bilhões em BTC para financiar reservas, dividendos, juros e recompras de títulos dentro da nova estrutura.

A mudança ajuda a explicar por que Michael Saylor reduziu o ritmo de suas publicações tradicionais de domingo com o gráfico de acompanhamento das compras de Bitcoin da Strategy. Durante anos, esses posts eram vistos pelo mercado como um sinal antecipado de novos anúncios de aquisição. Agora, com a empresa alternando entre caixa, recompras e gestão de passivos, a compra de BTC deixou de ser o único foco semanal.

Modelo de tesouraria em Bitcoin perde força na bolsa

A Strategy continua sendo, de longe, a maior empresa pública detentora de Bitcoin. Segundo dados do Bitcoin Treasuries, 197 companhias abertas já adotaram algum modelo de aquisição de BTC. Depois da Strategy, aparecem entre as maiores posições a Twenty One, apoiada pela Tether, com 43.514 BTC; a Metaplanet, com 43.000 BTC; a MARA, com 35.577 BTC; e a Bitcoin Standard Treasury Company, apoiada por Adam Back e Cantor Fitzgerald, com 30.021 BTC.

Mesmo assim, as ações dessas empresas perderam força em relação aos picos de 2025. O motivo é a contração dos múltiplos de mercado sobre o valor líquido dos ativos, conhecido como mNAV. No caso da Strategy, a ação ordinária MSTR ainda acumula queda de cerca de 71% em relação ao pico, com enterprise mNAV de 1,1, segundo dados da própria empresa citados no texto-base.

Na semana passada, a ação da Strategy caiu 4,7%, encerrando a sexta-feira a US$ 130,97. No mesmo período, o Bitcoin recuou 3,9%.

O sinal para o mercado é que a Strategy segue comprometida com sua posição em Bitcoin, mas opera em uma fase diferente. A empresa ainda mantém uma quantidade gigantesca de BTC no balanço, mas as compras recorrentes deram lugar a uma gestão mais complexa de caixa, ações preferenciais, recompras e proteção da própria estrutura de capital.

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Paulo Reis

Paulo Reis

Paulo Reis integra a equipe editorial do Estrato Saúde, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Saúde pública. O escopo permanente de cobertura inclui SUS, epidemiologia e políticas, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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